Fernanraiá: barraca da ADVF ajuda a manter atendimento a deficientes visuais

Fernanraiá: barraca da ADVF ajuda a manter atendimento a deficientes visuais

ESPECIAL

    

Mais uma vez, a Associação dos Deficientes Visuais de Fernandópolis (ADVF) estará presente no Fernanraiá com suas atrações gastronômicas. O destaque deste ano será o Caribó, uma comida típica do Nordeste que consiste em uma cestinha de massa de pastel recheada com purê de mandioca, catupiry e muçarela. Também serão oferecidos cachorro-quente, espetinhos e bebidas. Toda a renda arrecadada contribui para a manutenção dos serviços prestados pela entidade, que promove inclusão, autonomia e qualidade de vida para pessoas com deficiência visual e física.

 

HISTÓRIA

 

A mãe de um garoto cego sentiu na pele as dificuldades que o filho passava com a deficiência adquirida. No ano 2000, ela virou o século e também a própria vida: colocou a mão na massa e fundou a Associação dos Deficientes Visuais de Fernandópolis (ADVF).

 

Essa mãe sabia que muitas outras famílias também enfrentavam os mesmos desafios, como a inserção no mercado de trabalho, mobilidade, saúde e tratamentos. O projeto deu certo. Hoje, a ADVF possui sede própria e atende 35 pessoas, com idades que vão dos seis aos 90 anos.

 

Muitos já passaram por lá. Além de Fernandópolis, a entidade acolhe moradores de outras cidades da região. O isolamento social e a depressão são os principais sintomas identificados pela associação no momento do acolhimento de novos assistidos.

 

Os frequentadores permanecem na entidade das 7h30 às 17h. Eles chegam e vão embora sozinhos: uma autonomia total conquistada, mesmo diante dos desafios das ruas. Segundo a coordenadora da ADVF, a psicóloga TaianeMartins, a entidade também estendeu o atendimento aos deficientes físicos.

 

No dia-a-dia, os assistidos têm acesso a cuidados, alimentação, integração e à chamada tecnologia assistiva, que consiste no domínio de equipamentos eletrônicos como celulares e computadores. Taiane explica que a tecnologia moderna tem facilitado a vida dessas pessoas, principalmente por meio dos comandos de voz, que muitas vezes dispensam a escrita pelo método Braille.

 

A estrutura é mantida por meio de parcerias com o setor público, que incluem a infraestrutura da sede e o pagamento da equipe profissional — composta por coordenadora, assistente social, orientadores e setor administrativo. O complemento da renda vem de ações constantes, como a participação em eventos locais, a exemplo do Fernanraiá.