BRASITÂNIA, 68 ANOS
Pioneiros chegaram de carros de boi
Pioneiros chegaram de carros de boi
Distante 18 km do centro de Fernandópolis, o Distrito de Brasitânia nasceu em meados da década de 1940, por força do avanço de frentes pioneiros, formadas por homens em busca de um futuro melhor.
Entre os mais antigos, estavam os ancestrais das famílias Contin, Braida, Gerosino, Besteti, Scatena, Koga, Borin, Marcolino e outras. Toda essa gente chegou a pé, levando seus pertences em lentos carros de boi.
No trabalho intitulado Memória e Cultura na História da Frente Pioneira (Extremo Noroeste Paulista, décadas de 40 e 50), editado pela PUC-SP, Sebastião Teodoro do Nascimento relata que ele, Carlos Ribeiro e um homem chamado Paulino saíram de Bálsamo no dia 6 de agosto de 1943 e chegaram ao Córrego da Cerâmica no dia 10, “encontrando apenas matas e duas casas de sapé”.
A caminhada por dentro da mata, do povoado nascente até Fernandópolis, levava cerca de cinco horas. Anos depois, em 31 de dezembro de 1958, foi criado o Cartório de Registro Civil de Brasitânia, o que impulsionou o distrito.
Antes, ocorrera a instalação da primeira escola: o GESC. A primeira diretora foi Leontina Conceição Siqueira, que tomou posse em 2 de maio de 1952.
A economia de Brasitânia era baseada em algodão, milho, frutas cítricas, melancia e tomate, além da pecuária de corte e leiteira. A produção era escoada pela antiga Estrada do Caxi. Hoje, o distrito é servido pela Rodovia Percy Waldir Semeghini.
Com cerca de 1300 habitantes, Brasitânia torce para que esse número aumente: segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública, a instalação de um posto policial (antiga reivindicação da comunidade) exige um mínimo de 1500 habitantes.
Ainda este mês, a prefeita Ana Bim deverá entregar à população a unidade da biblioteca da Brasitânia, com cerca de 2800 livros. Também a Praça de Exercícios do Idoso faz parte do pacote de melhorias com que a administração dotará o distrito pelos 68 anos.