Museu de Paleontologia recebe fóssil de 545 milhões de anos

Espécie Corumbella werneri é considerada o primeiro animal com esqueleto conhecido na história da vida

Museu de Paleontologia recebe fóssil de 545 milhões de anos

CULTURA 

 

O Museu de Paleontologia de Fernandópolis recebeu, nesta quinta-feira (22), um fóssil de grande relevância para a história da vida na Terra: a espécie Corumbella werneri.

 

O exemplar foi cedido pelo paleontólogo da Universidade de Brasília (UnB), Prof. Dr. Demerval Aparecido do Carmo, que, coincidentemente, é natural de Fernandópolis, onde nasceu e foi criado. Com idade estimada em cerca de 545 milhões de anos, a Corumbella werneri é considerada uma parente distante das atuais águas-vivas. A espécie foi descoberta na década de 1970 em rochas do município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e é reconhecida como um dos primeiros animais a apresentar esqueleto na história da vida em nosso planeta.

 

Essa característica torna o fóssil particularmente importante e emblemático para a Paleontologia. Segundo o Prof. Dr. Demerval do Carmo, “seu esqueleto é composto por fosfato e carbonato de cálcio”.

 

De acordo com o curador do Museu de Paleontologia de Fernandópolis, Prof. Dr. Carlos Eduardo, o Cadu, o exemplar passa a ser o fóssil mais antigo do acervo, destacando-se entre as peças em exposição. “Esse fóssil ficará em local de destaque nas vitrines do museu, devido à sua importância científica e histórica”, ressaltou.

 

O surgimento de animais com esqueleto, como a Corumbella werneri, representou um marco na evolução da vida, pois contribuiu para o enriquecimento do registro fossilífero. Tecidos duros, como ossos, carapaças, dentes e conchas, apresentam maior potencial de fossilização do que tecidos moles, como músculos e pele.