Frio intenso ativa ação de acolhimento em Fernandópolis
Equipes estão nas ruas oferecendo abrigos a moradores sem teto
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Após o alerta da Defesa Civil sobre a queda das temperaturas na região de Fernandópolis, a Secretaria de Assistência Social e Cidadania em conjunto com outras secretarias iniciaram o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade nas ruas da cidade. No primeiro dia da ação, o CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) informou o comparecimento de três pessoas no local da acolhida.
Segundo Isaque do Carmo, responsável pela abordagem, a prefeitura através do CREAS mantém uma lista atualizada de pessoas atendidas. Ele explica que, durante o período de frio, muitos retornam para a casa de parentes, mas um grupo permanece nas ruas e depende desse auxílio.
As equipes entram em ação sempre que a temperatura fica abaixo dos 12°C. Atualmente, a ação de acolhida, acontece em local, anexo a sede do CREAS, próxima à prefeitura, conta com 12 vagas adaptadas para homens e mulheres, incluindo espaço para seus animais de estimação.
O trabalho de abordagem concentra-se nas proximidades da prefeitura, da Igreja da Aparecida e no centro da cidade. De acordo com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania, o perfil da população de rua em Fernandópolis em sua maioria é composta por homens entre 20 e 40 anos, com histórico de conflitos familiares ou dependência química.
O serviço é temporário: será suspenso quando a temperatura subir no final de semana e retomado imediatamente caso volte a cair. Com a expectativa de um inverno rigoroso, as equipes permanecem em alerta constante.
Regras e Funcionamento
A Ação de Acolhida de inverno possui algumas normas para o uso do abrigo: a entrada ocorre das 18h às 19h, seguida pelo jantar. Por volta das 21h, as luzes dos alojamentos são apagadas. Para garantir a segurança, uma viatura da Polícia Militar acompanha a entrada, sendo proibido o acesso de pessoas embriagadas ou portando bebidas alcoólicas.
Na manhã seguinte, após o café da manhã, os usuários deixam o abrigo. Durante o dia, eles podem retornar ao CREAS para tomar banho, lavar roupas e receber atendimento social.
Além do acolhimento local, a secretária Ana Paula Almeida destaca o apoio a quem está em trânsito. Mensalmente, são emitidas cerca de 30 passagens de ônibus para que essas pessoas possam retornar às suas cidades de origem.